O Grande Prêmio de Portugal de 1996 foi marcado pela tragédia que ocorreu durante a corrida. Durante a tarde de domingo, enquanto os pilotos se preparavam para disputar as voltas finais, um grande acidente ocorreu na pista. O carro do piloto português Pedro Lamy bateu na traseira do carro de seu companheiro de equipe, australiano Mark Webber, que estava parado na pista depois de uma quebra de motor. O carro de Lamy acelerou e atingiu as barreiras da pista a mais de 300 km/h.

A notícia se espalhou rapidamente pelo paddock e pelos fãs da Fórmula 1 em todo o mundo. Lamy foi retirado com vida do carro, mas sua condição era crítica. Ele foi transportado de helicóptero para o hospital mais próximo, onde permaneceu em coma por um tempo considerável. Infelizmente, seu companheiro de equipe, Mark Webber, também sofreu lesões, embora não tão graves quanto Lamy.

O acidente desencadeou uma investigação sobre o que realmente aconteceu naquele fatídico dia. O relatório indicou que a equipe da Arrows, da qual Lamy e Webber faziam parte, foi negligente ao colocar o carro de Webber na pista, mesmo que ele estivesse com problemas mecânicos. Também foi constatado que a velocidade de Lamy era excessiva e que ele não conseguiu fazer nada para evitar a colisão.

O Grande Prêmio de Portugal de 1996 foi um marco na história da Fórmula 1. O acidente levou à implementação de medidas de segurança mais rigorosas, incluindo a melhoria das barreiras de proteção da pista e a implementação de normas mais rigorosas para a aprovação dos carros na pista.

Além disso, o acidente teve um impacto emocional duradouro na comunidade da Fórmula 1. Lamy sofreu lesões permanentes e não conseguiu mais voltar às pistas. Webber, por outro lado, conseguiu se recuperar completamente e retomar sua carreira de sucesso na Fórmula 1.

Em memória de Pedro Lamy e em honra à determinação e coragem de Mark Webber, o Grande Prêmio de Portugal de 1996 sempre será lembrado como um momento trágico, mas decididamente importante, na história da Fórmula 1.